O Rio Grande do Sul registrou a primeira morte por chikungunya de toda a sua série histórica. A confirmação foi feita nesta sexta-feira (4) pelo CEVS (Centro Estadual de Vigilância em Saúde). Além disso, houve registro da segunda morte por dengue em 2025.
A vítima da chikungunya é um homem de 68 anos, com comorbidades, morador de Carazinho. O óbito marca um fato inédito no Estado, que até então não havia registrado mortes pela doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Já o segundo óbito por dengue neste ano ocorreu em Cachoeira do Sul e vitimou uma mulher de 83 anos, também com comorbidades. O falecimento aconteceu no último dia 26 de março. A primeira vítima de 2025 havia sido uma mulher de 59 anos, residente em Porto Alegre, em 15 de março.
Com o cenário atual, a SES (Secretaria Estadual da Saúde) reforça os pedidos para que a população elimine criadouros de mosquito e procure atendimento médico assim que surgirem os primeiros sintomas.
Casos crescentes e série histórica preocupam
Até o momento, o Rio Grande do Sul já contabiliza 107 casos de chikungunya neste ano, sendo 93 autóctones – ou seja, contraídos dentro do Estado. A maior parte está concentrada em Carazinho (88 casos) e Salvador das Missões (5 casos).
A evolução da chikungunya no RS mostra crescimento nos últimos anos. Em 2022, por exemplo, houve 68 casos; em 2023, 50; e em 2024, já são mais de 100, com a primeira morte registrada.
Já a dengue soma 4.703 casos em 2025, sendo 4.159 autóctones. Em 2024, o RS teve 208 mil casos, com 281 mortes ao longo do ano.
O Brasil começou a vacinar contra a dengue pelo SUS, priorizando jovens de 10 a 14 anos que vivem em cidades com alto número de casos. O RS integra essa estratégia, mas com foco restrito em municípios de maior incidência.
Sintomas e quando buscar atendimento
Os sintomas da dengue incluem febre alta (entre 39°C e 40°C), dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, náuseas, manchas vermelhas na pele e dor atrás dos olhos. Já a chikungunya tem sinais semelhantes, com destaque para dores intensas nas articulações, que podem durar semanas.
Em ambos os casos, é fundamental procurar atendimento médico logo nos primeiros sinais, para evitar agravamentos e, em situações mais sérias, o risco de morte.
Prevenção e cuidados contra o Aedes aegypti
A melhor forma de evitar as arboviroses (como dengue, zika e chikungunya) é eliminar criadouros do mosquito, especialmente locais com água parada. Medidas simples fazem a diferença:
- Tampar caixas-d’água e cisternas
- Lavar vasilhas de animais e pratos de plantas com frequência
- Colocar areia nos pratos de vasos
- Limpar calhas, lajes e ralos regularmente
- Guardar garrafas e pneus em locais cobertos
- Manter piscinas tratadas e bem cuidadas
- Usar repelente, especialmente em regiões com transmissão confirmada