
O Rio Grande do Sul é, hoje, um dos principais polos de desenvolvimento de games no Brasil. O estado conta com 69 empresas gamers que, juntas, faturaram R$ 33 milhões em 2023.
No entanto, para manter essa curva ascendente, os estúdios gaúchos precisam estar atentos a uma mudança drástica no comportamento do consumidor brasileiro e global: a fadiga dos altos preços.
O custo do lazer e a volta ao básico
É preciso tirar o elefante da sala: ser um gamer ficou caro. Muito caro. Levantamentos recentes mostram que o custo médio para manter o hobby com jogos de última geração no Brasil é de US$ 490, o que equivale a algo próximo de R$ 2.700. Para poder curtir grandes games atuais, é necessário ter consoles caríssimos ou PCs de última geração, além de dedicar centenas de horas de jogo, o que afastou uma fatia enorme do público.
Nesse contexto, a resposta do mercado foi um movimento de contracultura. Na contramão dos gráficos 4K, cresce a demanda por jogos simples, rápidos e, acima de tudo, baratos. Ou seja, é a valorização da acessibilidade sobre a complexidade.
A simplicidade como tendência cultural
Um dos maiores símbolos dessa nova era não veio de uma superprodução bilionária, mas de um site simples de adivinhação de palavras: o Wordle. No game, o objetivo é tentar descobrir a palavra secreta de 5 letras com apenas 6 tentativas. Sempre que acertamos uma letra na posição certa, ela fica verde. Quando acertamos a letra, mas erramos a posição, ela fica amarela. Com base nisso, o jogador deve descobrir qual é a palavra do dia usando raciocínio lógico.
No Brasil, esse fenômeno foi rapidamente adaptado ao “Termo”. A lógica é a mesma: gratuita, leve e direta ao ponto. As pessoas querem uma diversão informal, algo mais simples, sem precisar dedicar muito dinheiro ou tempo nisso.
Nesse contexto, a resposta do mercado foi um movimento de contracultura. Na contramão dos gráficos 4K, cresce a demanda por jogos simples, rápidos e, acima de tudo, baratos. Ou seja, é a valorização da acessibilidade sobre a complexidade.
A simplicidade como tendência cultural
Um dos maiores símbolos dessa nova era não veio de uma superprodução bilionária, mas de um site simples de adivinhação de palavras: o Wordle. No game, o objetivo é tentar descobrir a palavra secreta de 5 letras com apenas 6 tentativas. Sempre que acertamos uma letra na posição certa, ela fica verde. Quando acertamos a letra, mas erramos a posição, ela fica amarela. Com base nisso, o jogador deve descobrir qual é a palavra do dia usando raciocínio lógico.
No Brasil, esse fenômeno foi rapidamente adaptado ao “Termo”. A lógica é a mesma: gratuita, leve e direta ao ponto. As pessoas querem uma diversão informal, algo mais simples, sem precisar dedicar muito dinheiro ou tempo nisso.

Essa busca por “diversão leve” migrou para vários outros segmentos, incluindo o iGaming. Não é necessário, por exemplo, que o jogo seja gratuito, mas que tenha um baixo custo de entrada, para não afastar os jogadores.
Hoje, essa mentalidade permite que plataformas do tipo ofereçam experiências de entrada extremamente baixas. Assim, é possível, por exemplo, fazer uma aposta de 1 real no Aviator sem ter uma barreira financeira para a diversão. Nesse caso, o usuário aproveita tudo o que o jogo tem: a dinâmica do Crash, os gráficos minimalistas do avião e a diversão da partida.
Ou seja, a tendência é reduzir a barreira de entrada dos jogos, seja esse “custo” de tempo para o jogo, seja o custo de dinheiro para começar a jogar.
O caminho para os estúdios gaúchos
Para os estúdios gaúchos, que hoje dedicam 40% de sua produção a títulos próprios, essa é a direção da tendência do mercado. O sucesso não está necessariamente em tentar competir com os gráficos ultrarrealistas das gigantes estrangeiras, mas em entender que o jogador quer uma atividade que não exija muito para começar.
Se a tecnologia desenvolvida no estado servir para baixar barreiras de entrada, o faturamento do setor tende a crescer ainda mais. Afinal, seja adivinhando cinco letras ou torcendo para um aviãozinho subir, a diversão voltou a ser para todos.