
O IGP (Instituto-Geral de Perícias) concluiu os laudos técnicos sobre o acidente com um ônibus de turismo que causou um incêndio no Centro de Porto Alegre. O coletivo desceu a rua Espírito Santo, na tarde do dia 3 de outubro. Não houve feridos na ocorrência.
O relatório, finalizado na última semana, aponta que o motorista chegou a acionar o freio estacionário. No entanto, houve uma falha na válvula pneumática, o que impediu a frenagem. Isso provocou a descida desgovernada do veículo e o choque contra carros e um prédio.
De acordo com o IGP, o incêndio comprometeu parte significativa da estrutura do veículo e dificultando a análise dos componentes. Ainda assim, a Divisão de Engenharia Legal conseguiu identificar vestígios que corroboram com as imagens do acidente e comparações técnicas com outros ônibus do mesmo modelo.
Falha na válvula foi determinante

A perícia indicou que a alavanca do freio estava na posição correta no momento da colisão, descartando erro humano. A causa do acidente foi atribuída exclusivamente a uma falha mecânica no sistema de freio pneumático. A válvula responsável pela frenagem apresentou defeito e impediu o bloqueio das rodas.
O perito Valmor Gomes de Oliveira, chefe da Divisão de Engenharia Legal, explicou que a equipe percorreu oficinas especializadas para obter peças semelhantes e realizar testes comparativos. Ele ressaltou a importância do trabalho técnico para esclarecer o acidente. “Mesmo com os danos causados pelo fogo, conseguimos determinar com segurança o acionamento correto do freio e a falha posterior no sistema”, afirmou.
A Divisão de Engenharia Legal, vinculada ao Departamento de Criminalística do IGP, é composta por engenheiros e especialistas de diversas áreas. A equipe atua em casos complexos como incêndios, acidentes de trânsito, desabamentos, crimes ambientais e eletroplessões. As conclusões periciais seguem protocolos oficiais e fornecem subsídios técnicos essenciais para investigações policiais.
Escaneamento 3D da via e apoio à Polícia Civil
A investigação contou com apoio da Polícia Civil e uso de escaneamento 3D da via para reconstituir o trajeto do ônibus. O perito Jair de Almeida, da Seção de Mecânica e Trânsito do IGP, destacou que a perícia utilizou múltiplas fontes — como análise de componentes remanescentes, vestígios carbonizados e vídeos de segurança — para chegar à conclusão.
O laudo encaminhado à autoridade policial afirma que “a única hipótese tecnicamente possível e suficiente para ocorrência do evento foi uma falha mecânica na válvula pneumática localizada junto à alavanca de acionamento do freio de estacionamento”.
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