E O QUE MUDOU?

Há 10 anos, temporal deixou Porto Alegre sem luz, água e colapsou serviços públicos

Vendaval com rajadas acima de 100 km/h provocou estragos generalizados na Capital em 29 de janeiro de 2016

Estragos causados pela tempestade ocorrida em Porto Alegre na noite de 29/01/2016. Fotos feitas nos prédios sede e administrativo do TRT-RS, Foro Trabalhista local e arredores. Fotos de Inácio do Canto / Secom, TRT-RS
Estragos causados pela tempestade ocorrida em Porto Alegre na noite de 29/01/2016. Fotos feitas nos prédios sede e administrativo do TRT-RS, Foro Trabalhista local e arredores. Fotos de Inácio do Canto / Secom, TRT-RS

Há dez anos, Porto Alegre enfrentava um sábado de caos após a passagem de um potente temporal na noite anterior, 29 de janeiro de 2016. A tempestade deixou a Capital sem serviços públicos essenciais, causando apagão de energia elétrica, interrupção no abastecimento de água e dezenas de feridos.

O vendaval provocou quedas de árvores, postes, placas de publicidade e destelhamentos em diferentes bairros. Ruas e avenidas ficaram bloqueadas, prejudicando o trânsito e o deslocamento de equipes de emergência. Também houve registro de granizo em áreas das zonas Norte, Leste, Sul e no Centro.

Dados do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) registraram rajada máxima de 119,5 km/h. A precipitação acumulada, no entanto, não passou de 40 milímetros.

Só HPS (Hospital de Pronto Socorro) atendeu mais de 50 pessoas, a maioria com cortes causados por estilhaços de vidro e queda de forros. Hospitais como Mãe de Deus, de Clínicas e Ernesto Dornelles tiveram áreas alagadas e pacientes precisaram ser removidos internamente. Parte do teto do Praia de Belas Shooping cedeu devido à força do vento, deixando feridos.

Estragos causados pela tempestade ocorrida em Porto Alegre na noite de 29/01/2016. Fotos de Inácio do Canto / Secom, TRT-RS

Na área central, a fachada de um edifício caiu sobre um ônibus. No Guaíba, o barco Cisne Branco naufragou devido ao vento intenso. Felizmente, não houve feridos nesses casos.

Além de estragos causados pelo vento forte, também houve registro de precipitação de granizo em bairros das zonas Norte, Leste e Sul, além do Centro.

Apagão na Capital e falta de água na região metropolitana

Estragos causados pela tempestade ocorrida em Porto Alegre na noite de 29/01/2016. Fotos de Inácio do Canto / Secom, TRT-RS

O temporal deixou mais de 328 mil clientes sem energia elétrica em Porto Alegre e região metropolitana. A queda de árvores sobre a rede derrubou postes e fiação, sem previsão imediata de restabelecimento. O apagão afetou sistemas de bombeamento, provocando falta de água em Porto Alegre e em municípios como Canoas, Cachoeirinha, Gravataí, Viamão, Nova Santa Rita e Guaíba.

Quatro das seis estações de distribuição de água da Capital ficaram fora de operação. A orientação foi para economia imediata de água, mesmo após o retorno parcial da energia, devido à necessidade de recompor o sistema de bombeamento.

Queda de árvores

Símbolo da destruição, a rua Gonçalo de Carvalho, conhecida como a “rua mais bonita do mundo”, teve dezenas de árvores arrancadas ou danificadas. O túnel verde formado por tipuanas plantadas na década de 1930 ficou bloqueado e sem iluminação pública até a rede de energia ser recomposta.

A Defesa Civil recebeu mais de 200 chamados durante a noite. O então prefeito em exercício, Sebastião Melo, afirmou que a prioridade era restabelecer energia para hospitais e estações de abastecimento. Equipes da prefeitura, da concessionária de energia, da Brigada Militar e do Exército foram mobilizadas para a limpeza e desobstrução da cidade.

O temporal de janeiro de 2016 teve efeitos que se estenderam por vários dias.

Estragos causados pela tempestade ocorrida em Porto Alegre na noite de 29/01/2016. Fotos de Inácio do Canto / Secom, TRT-RS

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