DEMOLIÇÃO

Chega ao fim obra que botou abaixo o "Esqueletão" no Centro de Porto Alegre

Edifício estava inacabado desde 1959 e foi demolido após quase sete décadas de abandono

Porto Alegre, RS, Brasil, 09/10/2025 | Demolição do Edifício Galeria XV de Novembro, conhecido como Esqueletão. Crédito: Alex Rocha/PMPA
Porto Alegre, RS, Brasil, 09/10/2025 | Demolição do Edifício Galeria XV de Novembro, conhecido como Esqueletão. Crédito: Alex Rocha/PMPA
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O Edifício Galeria XV de Novembro, conhecido como “Esqueletão”, está demolido. A última vistoria na estrutura ocorreu nesta quinta-feira (9), marcando o fim de um impasse que se arrastava por mais de seis décadas.

O prédio ficava localizado entre as ruas Marechal Floriano Peixoto e Otávio Rocha, no Centro de Porto Alegre. Desde 1959, ano em que as obras foram abandonadas após a falência da construtora, o edifício permanecia inacabado e sem uso.

Ao todo, ele tinha 19 pavimentos e 370 unidades, além de térreo, sobreloja, depósito, subsolo e cobertura. Se concluído, teria mais de 13 mil metros quadrados.

A demolição foi realizada pela empresa FBI Demolidora. Segundo a prefeitura, foram retiradas 6.318 toneladas de entulho e 159 toneladas de sucata, em 359 viagens de caminhão. O terreno de 872 metros quadrados está cercado e completamente desocupado.

A operação custou R$ 4,9 milhões aos cofres públicos. A Prefeitura de Porto Alegre estuda implantar um equipamento público no local, mas para isso será necessário concluir o processo de desapropriação, quitar as dívidas de IPTU dos antigos proprietários e recuperar os custos da demolição.

Cronograma sofreu embargos

A demolição começou em 5 de janeiro de 2024, com ações manuais e mecânicas. Em 27 de fevereiro, os trabalhos foram embargados pela Superintendência Regional do Trabalho do RS, vinculada ao MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

As atividades foram retomadas em 3 de setembro de 2024 e prosseguiram até 6 de junho de 2025, quando houve alteração na metodologia. O projeto original previa implosão parcial, mas laudos técnicos da UFRGS levaram à adoção de demolição manual e mecânica, visando preservar as edificações vizinhas.

Em 2003, o Município ingressou com ação civil pública para interditar e desocupar o prédio. Em 2019, o Ministério Público determinou a interdição total. A demolição só foi autorizada pela Justiça em agosto de 2022, após laudo da UFRGS apontar risco de colapso estrutural iminente.

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