NOVO MORADOR

Zoológico de Sapucaia do Sul passa a contar com uma Harpia

Maior ave de rapina das Américas e uma das mais fortes do mundo, a espécie é rara e figura entre as ameaçadas de extinção

Foto: Julio Rolhano/Ascom Sema
Foto: Julio Rolhano/Ascom Sema
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O Parque Zoológico de Sapucaia do Sul* ganhou nesta sexta-feira (19) uma nova moradora: uma harpia (Harpia harpyja), também conhecida como gavião-real. Considerada a maior ave de rapina das Américas e uma das mais fortes do mundo, a espécie é rara e figura entre as ameaçadas de extinção. Após um breve período de adaptação, a Harpia já pode ser visitada pelo público.

O resgate do animal ocorreu em Santarém, no Pará, após sofrer uma descarga elétrica em uma rede de alta tensão. O fato causou lesões graves nas garras e inviabilizou seu retorno à natureza.

Incapaz de caçar e sobreviver sozinho, as equipes acolheram o macho em um criadouro, onde passou por procedimentos cirúrgicos. Apesar dos cuidados, não foi possível reabilitá-lo para a vida livre.

“Receber uma harpia é uma responsabilidade enorme. Além de garantir o bem-estar do animal, buscamos que sua presença no Parque contribua para a conscientização dos visitantes sobre a importância da preservação das espécies ameaçadas”, afirma Julio Rolhano, gestor do Parque Zoológico de Sapucaia.

Sensibilização ambiental

O zoológico manterá o macho em um recinto exclusivo, projetado de acordo com suas necessidades, com rampas de acesso, plataformas e poleiros. A área está localizada próxima ao setor dos rapinantes. Este é o único exemplar da espécie atualmente presente no Zoológico de Sapucaia do Sul.

A presença da harpia no Zoológico cumpre um papel educativo e de sensibilização ambiental. Ao permitir que os visitantes conheçam de perto uma espécie rara e emblemática, o Parque fortalece a missão de aproximar a sociedade da realidade da fauna brasileira e dos desafios de preservação.

A iniciativa integra os esforços do Estado para ampliar a consciência sobre a importância da conservação, especialmente em relação às espécies ameaçadas, e reforça o papel dos zoológicos como aliados na proteção da biodiversidade.

Espécie ameaçada

No Rio Grande do Sul, a harpia é classificada como “criticamente em perigo” na lista de espécies ameaçadas. A perda de habitat e a caça ilegal estão entre as principais causas de redução da população.

Registros de avistamento da ave no Estado ocorrem desde 2018, no Parque Estadual do Turvo, unidade de conservação também sob gestão da Sema, em Derrubadas, no noroeste gaúcho.

A força da natureza

A harpia pode atingir até 90 centímetros de comprimento e mais de dois metros de envergadura. As fêmeas chegam a pesar cerca de 10 quilos, enquanto os machos ficam em torno de 5 quilos.

Suas pernas grossas, garras afiadas e bico curvado a tornam a ave de rapina mais poderosa do planeta, capaz de capturar presas como preguiças, macacos e até filhotes de cervos.

A garra da harpia pode alcançar o tamanho de uma garra de urso-pardo. Os filhotes nascem com plumagem clara, que escurece ao longo dos anos. Também chamada de águia-harpia (ou Harpy Eagle), diferentes culturas têm na espécie um símbolo de força em diferentes culturas.

*Administrado pelo governo do Estado por meio da Sema (Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura)

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