Na sexta-feira (20), o governo do Estado quitará a folha do 13º salário dos servidores do Executivo. Neste ano, houve antecipação para junho da metade da gratificação, como uma forma de auxílio aos mais afetados pelas enchentes.
Segundo o Tesouro do Estado o 13º de 2024 colocará R$ 2 bilhões na economia do Estado neste exercício. Isso considerando os R$ 930 milhões pagos em junho e os cerca de R$ 1,1 bilhão desta segunda parcela.
Para o subsecretário do Tesouro, Eduardo Lacher, apesar de haver recursos para antecipar metade da folha este ano, surgiu uma nova dificuldade. Trata-se da indisponibilidade dos sistemas em função das chuvas. “Para começar a pagar o 13º em junho, foi preciso um grande esforço de diversos servidores que conseguiram gerar a folha, assim como foi possível pagar os salários de maio e os novos valores de auxílio-refeição”, lembrou.
Assim, o governo do Estado mantém o pagamento em dia da gratificação natalina desde 2021. Além disso, esse será o terceiro ano que o pagamento da folha ocorrerá com algum tipo de antecipação.
Segundo explicou a secretária da Fazenda, Pricilla Santana “Regularizar os pagamentos foi um avanço enorme, com reformas, privatizações, contenção de gastos e adesão ao Regime de Recuperação Fiscal”, afirmou. Santana se refere ao fato de que o governo mantém a regularidade de todos os pagamentos, incluindo fornecedores, salários e 13º.
“Essa é uma conquista muito cara e que precisa ser preservada, com responsabilidade fiscal, controle de gastos e recuperação econômica”, frisou. Segundo ela, mesmo com a normalização dos pagamentos de curto prazo, o Rio Grande do Sul segue com enormes passivos, com precatórios e dívida com a União, que passam de R$ 100 bilhões”, disse, por fim.