RUMO À LIBERTADORES?

Inter derrota Vasco fora e segue sequência de vitórias no Brasileiro

"Não sou um poeta do futebol, quero ganhar", disse Coudet após a partida

Foto: Redes Sociais/SC Internacional

Uma coisa é indiscutível. O Inter de Coudet tem um estilo de jogo consolidado. Além do sistema da equipe, as contratações da janela de transferência colocaram o Colorado em outro patamar. Nos jogos da Libertadores, isso já podia ser visto, mesmo com a eliminação para o Fluminense. Agora, passada a dor da derrota, isso fica evidente no Campeonato Brasileiro. Após dois bons jogos contra Grêmio e Santos, desta vez foi o Vasco, e em São Januário, na noite desta quinta-feira (26), o time a ser batido. Final: 2 a 1.

A narrativa do jogo, no entanto, seria uma repetição de outros jogos do Inter. Uma queda de rendimento na parte final do segundo tempo, principalmente após substituições, que não estão a altura dos titulares. Eduardo Coudet justificou as trocas e o recuo da equipe nos minutos finais pelas dificuldades próprias da partida. “Não sou um poeta do futebol, quero ganhar”, resumiu, ressaltando as seguidas bolas aéreas do Vasco na área. Mesmo assim, o treinador elogiou o desempenho do time. “Fomos merecedores do triunfo”, afirmou.

O Inter abriu 2 a 0. Primeiro aos 19 da etapa inicial. Alan Patrick dominou próximo da área e, com uma espécie de “cavadinha”, encontrou Maurício infiltrando. Na saída do goleiro, ele abriu o placar. A essa altura o Inter era dono das ações. Com cada jogador dando poucos toques na bola, a equipe gaúcha preenchia os espaços e explorava bem as laterais sobretudo com Bustos. Sem a bola, o Inter encurtava o campo de ação do Vasco, que quase nada produzia. O jogo foi para o intervalo com amplo domínio vermelho.

Na volta para o segundo tempo, a tônica permanecia. O Inter muito tranquilo, organizado e sólido na defesa e no meio, sob o comando de nomes como Mercado, Johnny e Aránguiz. E inventivo e agudo no ataque guiado por Alan Patrick e Enner Valencia. Mas esses são só alguns nomes. Como dito, era o todo que se apresentava organizado. Até que, aos 13, veio o segundo. Enner brigou no meio e a bola parou em Bustos, que tocou de volta para o equatoriano. Ele entrou na área e chutou cruzado.

A princípio tudo certo, tudo flores. Mas o que o torcedor colorado veria é um problema ainda a ser resolvido, até já pensando em 2024. Ao mesmo tempo em que o Vasco buscava se reencontrar na partida e Coudet passou a fazer trocas, o nível de atuação do Inter foi decaindo. Jogadores como De Pena, Pedro Henrique e Bruno Henrique visivelmente baixaram a performance vermelha. Aos 38, a equipe carioca descontou com Alex Teixeira. Um certo ar de tensão se criou.

O Inter, é verdade, escapava. Em uma dessas jogadas, inclusive, Pedro Henrique não viu uma bola vindo em sua direção e a jogando voltou para o adversário. De qualquer modo, foram nessas jogadas que o Vasco teve dois expulsos, o que praticamente acabou com qualquer pretensão de empatar para o lado da Cruz de Malta. O último susto seria no minuto final após De Pena fazer uma falta próxima da área, dando chance de empate ao oponente. Mas, felizmente, não deu em nada. Mais três pontos e a reflexão sobre a necessidade de melhorar o banco de reservas o quanto antes.

Com o resultado, o Inter vai a 38 pontos e é 11º colocado do Campeonato Brasileiro. O sexto lugar, que dá a vaga na pré-Libertadores, hoje é do Grêmio, que tem 47. O próximo jogo do Inter é contra o Coritiba, no Beira-Rio, domingo (29), às 18h30.