DOIS FOCOS

Governo do RS mobiliza esforços para conter focos de influenza aviária

Na semana passada, dois focos da doença foram registrados em animais aquáticos no Litoral Sul. Nesta terça-feira (10), a Seapi publicou um nota técnica com recomendações à população

Foto: Paulo André Santos Coelho de Souza

O Rio Grande do Sul registrou dois focos de influenza aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) na última semana. O primeiro deles em leões-marinhos, na quarta-feira (4), na praia do Cassino, em Rio Grande. E o segundo na sexta-feira (6) em um leão-marinho da patagônia e um lobo-marinho sul-americano, na praia do Hermenegildo, no município de Santa Vitória do Palmar. Ambas as localidades no Litoral Sul do RS.

Na nota do dia 4, constava que, mesmo com a nova notificação, a condição sanitária do Estado e do país não se altera e não há risco para consumo de alimentos. O primeiro foco havia sido registrado em maio, na Reserva do Taim, em aves silvestres (cisne-de-pescoço-preto), e já foi encerrado após evidências epidemiológicas e coletas negativas. No Estado não há registro da doença na avicultura comercial.

Como resposta, nesta terça-feira (10), a Seapi (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação) publicou a Nota Técnica nº 10/2023, com orientações sobre o controle da doença. No texto, a secretaria cita o aumento expressivo de mortes de animais das espécies citadas acima nos últimos tempos no litoral gaúcho. E, ainda, faz uma série de recomendações, tanto para a população em geral, quanto para operadores.

Para a população, a principal recomendação é a de não se aproximar, alimentar ou tocar animais silvestres. No caso de encontrar animais feridos ou doentes, não se deve aproximar ou tentar socorrer. A orientação é contatar o Serviço Veterinário Oficial (SVO) pelo Whatsapp (51) 98445-2033 – que funciona 24 horas por dia nos sete dias da semana – ou procurar a Patrulha Ambiental (Patram).

Influenza aviária

A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos e outros animais. A doença também pode infectar humanos. O vírus pode se espalhar pelo contato direto entre animais infectados e não infectados ou de forma indireta.

Todas as suspeitas, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita, devem ser notificadas imediatamente à Seapi por meio da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou do WhatsApp (51) 98445-2033. O canal funciona sete dias por semana, 24 horas por dia.