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Polícia Federal faz megaoperação por fraudes atribuídas ao Banco Master e Justiça bloqueia R$ 5,7 bilhões

Segunda fase da Operação Compliance Zero cumpre 42 mandados em cinco estados e mira o dono do banco, parentes e empresários

São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na rua Elvira Ferraz em Itaim Bibi. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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A Polícia Federal fez nesta quarta-feira (14) uma nova etapa da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master. A decisão judicial autorizou o bloqueio e o sequestro de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, além do cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão.

A ordem foi expedida pelo STF (Supremo Tribunal Federal), sob relatoria do ministro Dias Toffoli. As buscas ocorrem em endereços de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Na prática, o bloqueio judicial é uma medida para “congelar” dinheiro e bens durante a investigação. A ideia é impedir que valores desapareçam ou sejam transferidos enquanto a apuração avança.

O que a Polícia Federal investigou nesta fase

Conforme a Polícia Federal, a investigação identificou um caminho que começaria com captação de dinheiro, passaria por aplicação em fundos de investimento e terminaria em desvio para patrimônio pessoal do proprietário do banco e de parentes.

As diligências desta manhã tiveram como alvo endereços ligados ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e familiares, como pai, irmã e cunhado. Também houve ações em endereços na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo, um dos principais centros financeiros do país.

Foram apreendidos dinheiro em espécie (cerca de R$ 97 mil), veículos de luxo, relógios e uma arma.

Quem são os alvos

Além de Vorcaro e familiares, a operação inclui mandados de busca contra o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos.

A apuração menciona que a Reag teria estruturado operações em desacordo com regras do Sistema Financeiro Nacional e com falhas relevantes de gestão de risco. No caso de Tanure, a apuração aponta uso de créditos vinculados ao Banco Master para expansão de negócios.

Tanure não foi localizado inicialmente em casa e acabou abordado no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, onde o celular foi apreendido no contexto do mandado.

A segunda fase busca aprofundar a investigação a partir de documentos coletados anteriormente e de novas informações atribuídas ao Banco Central, com foco em possíveis relações do caso com fundos de investimento.

O que diz a defesa do dono do banco

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que tomou conhecimento das buscas, que ele vem colaborando com as autoridades e que cumprirá as medidas judiciais determinadas. O texto também afirma que ele permanece à disposição para esclarecimentos e que a defesa confia no devido processo legal.

Veja a nota da defesa de Daniel Vorcaro na íntegra:

“A defesa de Daniel Vorcaro informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.

O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais.”

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