Operação Consensuale

Operação prende envolvidos em esquema de extorsão sexual no RS

Investigação apura chantagem com uso de imagens íntimas após encontros presenciais

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a Operação Consensuale, voltada ao combate a um esquema de extorsão sexual praticado por meio de aplicativos de mensagens. A ação ocorreu em Porto Alegre e Canoas.

Conforme a Polícia Civil, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, todos autorizados pelo Poder Judiciário. Até o momento, duas pessoas foram presas.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam celulares, dispositivos eletrônicos, mídias de armazenamento e outros materiais que serão submetidos à perícia técnica. O objetivo é aprofundar a identificação de vítimas e dimensionar o alcance do esquema.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, aponta que o grupo atuava de forma estruturada, utilizando chantagem, ameaça e manipulação psicológica para obter dinheiro das vítimas.

Extorsão começava com imagens das vítimas

O crime tinha início após encontros presenciais, quando eram obtidas imagens íntimas da vítima. Posteriormente, esse material passava a ser usado como instrumento de coerção, com ameaças de divulgação a familiares, ex-companheiras e pessoas do convívio social, caso não houvesse pagamento.

Para intensificar a pressão, uma das investigadas, que exercia a atividade de prostituição, simulava também ser vítima de ameaças. Segundo a apuração, ela afirmava estar sendo coagida, induzindo a vítima a acreditar que o pagamento encerraria o problema para ambos. Paralelamente, outro envolvido realizava as cobranças diretas, encaminhando vídeos e imagens para reforçar o constrangimento.

A investigação também identificou um terceiro envolvido responsável por disponibilizar conta bancária para o recebimento dos valores, com o objetivo de dificultar o rastreamento financeiro.

Exigência de pagamentos

No caso apurado, foi exigido o pagamento de R$ 7 mil da vítima. Até o momento, apenas uma vítima foi formalmente identificada, mas a Polícia Civil não descarta a existência de outros casos, o que dependerá da análise do material apreendido.

A extorsão investigada teve início em dezembro de 2025, período em que as ameaças e exigências financeiras se intensificaram. As circunstâncias do caso seguem em apuração.

A Polícia Civil orienta que vítimas de extorsão ou crimes digitais não realizem pagamentos, preservem mensagens, imagens e registros de contato e procurem imediatamente uma delegacia para registrar ocorrência. O sigilo da vítima é garantido por lei.

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