
O Rio Grande do Sul terminou 2025 com saldo positivo de empregos com carteira assinada. Ao todo, foram criados 46.277 postos, resultado de 1,62 milhão de admissões e 1,57 milhão de desligamentos.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desempenho foi impulsionado pelo setor de serviços. Seguido por comércio, indústria e agropecuária. Apenas a construção apresentou saldo negativo no Estado.
Porto Alegre liderou a geração de empregos formais no RS, com 14.050 novos postos, seguida por Pelotas, Canoas, Erechim e Passo Fundo. A maior parte das vagas foi ocupada por mulheres, pessoas com ensino médio completo e jovens entre 18 e 24 anos.
Cenário nacional
A nível nacional, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. O resultado reflete um mercado de trabalho com 103 milhões de pessoas ocupadas, número recorde no país.
Ao longo de 2025, a taxa média anual de desocupação recuou de 6,6% para 5,6%, também o menor patamar da série. No mesmo período, o número médio de brasileiros sem trabalho caiu de 7,2 milhões para 6,2 milhões, redução de cerca de 1 milhão de pessoas.
O nível de ocupação da população em idade de trabalhar atingiu 59,1%, superando os percentuais registrados em 2024 e no início da série histórica. O avanço foi puxado principalmente pelas atividades de serviços, com recuperação consistente ao longo do ano.
A subutilização da força de trabalho também recuou. Em 2025, a taxa anual caiu para 14,5%, o menor nível já registrado. Isso representa 16,6 milhões de pessoas entre desocupados, subocupados por insuficiência de horas e trabalhadores disponíveis, número ainda elevado, mas distante do pico observado durante a pandemia.
Rendimento médio cresceu 5,7%
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.560, alta de 5,7% em relação a 2024. Já a massa de rendimentos do trabalho alcançou R$ 361,7 bilhões, maior valor da série histórica.
No setor privado, o número de empregados com carteira assinada chegou a 38,9 milhões, recorde desde 2012. O contingente cresceu cerca de 1 milhão de postos formais em relação ao ano anterior. No mesmo intervalo, houve leve redução no número de trabalhadores sem carteira.
A taxa de informalidade caiu de 39% para 38,1% em 2025. Apesar da redução, o país segue com forte presença de ocupações informais, especialmente nos setores de comércio e serviços. O número de trabalhadores por conta própria atingiu 26,1 milhões, o maior da série.
No recorte trimestral, entre outubro e dezembro, a ocupação avançou principalmente no comércio e na administração pública, saúde, educação e serviços sociais. Em comparação com o mesmo período de 2024, também houve crescimento nas atividades de informação, comunicação e serviços financeiros. Já o trabalho doméstico apresentou retração.
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