CULTURA E TRADIÇÃO

Modo de fazer cuca artesanal é reconhecido como patrimônio cultural do RS

Receita tradicional de Rolante é agora Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Sul

Foto: Larissa Mausa Emater-RS/Ascar
Foto: Larissa Mausa Emater-RS/Ascar

Rio Grande do Sul - O modo de fazer cuca artesanal foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Sul. O município de Rolante, no Vale do Paranhana, realizou a solicitação do registro.

“Estamos muito orgulhosos, pois preservar a identidade cultural é de suma importância. As cuqueiras são as detentoras do saber, e ter esse modo de fazer das cucas reconhecido é manter viva a nossa tradição”, afirma a extensionista rural social da Emater/RS-Ascar, Janelise Wastowski.

Busca pela identidade

Assim, o processo de patrimonialização teve início em 1997. Na ocasião, ocorreu a solicitação da Associação dos Amigos do Museu Histórico de Rolante e do Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de Rolante, com o apoio da Ascur (Associação de Cuqueiros e Cuqueiras de Rolante).

“O prefeito da época solicitou a realização de um diagnóstico para criar uma identidade para o município. Com o apoio da Emater, o objetivo era identificar o potencial turístico e cultural de Rolante”, recorda a extensionista.

Foi então que a cuca, uma iguaria da culinária alemã, foi escolhida como símbolo da tradição local, ganhando destaque em eventos como a Kuchenfest, que celebra a produção da cuca artesanal de Rolante. A tradição das “cuqueiras” e “cuqueiros” inspirou o registro do bem cultural, que passou por todo o processo de inventariação e avaliação até ser oficializado como Patrimônio Cultural Imaterial do estado.

Histórico

Dessa forma, de acordo com o inventário, a receita tradicional da cuca foi trazida pelos imigrantes alemães durante a colonização do estado no século XIX. Com o passar do tempo, a receita foi adaptada com ingredientes locais e influências culturais diversas.

As principais responsáveis por preservar esse conhecimento são as cuqueiras e cuqueiros. Eles aprenderam as receitas, por fim, em suas cozinhas familiares e, com criatividade e tradição, mantêm viva essa arte.