
– Olá, seja bem-vindo à Central de Atualizações dos Lançamentos no Cinema. No momento, nosso atendente está ocupado. Em breve ele irá lhe atender!
(Música de espera)
– Central de Lançamentos, Thiago falando. Em que posso ajudar? Certo, sim possuímos conteúdos sobre filmes. Isso, tanto aqui quanto nas redes sociais. Ah, entendi você quer saber sobre “Família de Aluguel”? Certo… Então pegue sua bebida favorita que terei o prazer em lhe atender!
Em “Família de Aluguel” nós vamos parar em Tóquio (Japão), onde um ator americano, interpretado por Brendan Fraser, consegue um trabalho incomum com uma agência japonesa para interpretar papéis de substituto para estranhos. À medida que ele se imerge nos mundos de seus clientes, começa a formar laços genuínos que borram as linhas entre a performance e a realidade.
Imagine uma realidade em que as pessoas entram em contato solicitando que alguém faça um papel de familiar triste no velório. Talvez você precise de alguém para mostrar a família que está se casando e honrando a tradição. Ou então você precisa de alguém para ser o pai presente e impressionar os diretores da escola onde quer que sua filha seja aceita.
Essa é a realidade que nos é apresentada em “Família de Aluguel”. Confesso que, de início, assim como o personagem do Brendan, eu achei estranho essa agência. Mas como disseram para ele, só precisaria atuar. Sinceramente, não sei se conseguiria ter a frieza necessária para esse tipo de atuação. Estamos lidando com a realidade, a vida real. Assim como nós, o personagem tem os mesmos receios e dúvidas, mas decide arriscar.
Quantas vezes as pessoas não inventam histórias de si mesmas e acreditam tanto nisso ao ponto de ter isso como uma verdade?! Esse é um ponto que, ao questionar uma das colegas da agência, ela responde isso a ele. E, de fato, quantos de nós não criamos uma situação e temos isso como verdade. Justamente isso que essa agência proporciona aos seus clientes: poder encontrar um melhor amigo, um parente, um pai, para poder conseguir o conforto que tanto necessita.
É uma premissa até então “simples” que o longa aborda. Mas parando para pensar são tantas camadas e reflexões que isso pode gerar. E tudo isso poderia se tornar um grande caos ou até mesmo problemático. Mas é aí que o filme brilha. O espectador é pego de surpresa assim como o protagonista, pois parece que estão brincando com os sentimentos das pessoas. Mas é tudo tão bem costurado que, pouco a pouco, vamos nos familiarizando.
Grande parte disso graças a atuação de Brendan Fraser. Muitas vezes nos sentimos como seu personagem, deslocado em um país com uma língua completamente diferente da nossa. Tentando encontrar o seu lugar e propósito, mas encontrando frieza e solidão. Em uma realidade assim, talvez faça sentido contratar alguém para te fazer companhia em alguns momentos do dia. Ele tenta se colocar no lugar da outra pessoa, bem como nós também estamos tentando compreender tudo o que está acontecendo.
“Família de Aluguel” é uma comédia dramática linda e emocionante. É mais um exemplo de filme que me fez sair da sensação de “o que foi que eu acabei de assistir”. E se assistir novamente é capaz de compreender ou ter alguma nova reflexão. Definitivamente, um dos filmes mais lindos que assisti neste ano.
Mas, e você? Faria uso desse tipo de serviço se tivéssemos aqui no Brasil? Deixo aqui meu convite para assistir essa obra nos cinemas. Espero que te emocione e deixe intrigado, assim como me deixou. Inclusive quero saber a sua opinião sobre. Um caloroso abraço, Thi.
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