
O número de novos pedidos de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) registrou forte alta em janeiro de 2026 após a entrada em vigor das novas regras para emissão do documento. O volume passou de 369,2 mil solicitações em janeiro de 2025 para 1,7 milhão no mesmo mês deste ano, conforme levantamento divulgado nesta terça-feira (3) pela Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito).
Desde dezembro, quando o programa CNH do Brasil começou a ser aplicado, foram 3 milhões de pedidos de habilitação em todo o país. No mesmo período, 298,5 mil documentos já foram emitidos, de acordo com a Senatran.
A ampliação da procura ocorre após a redução de custos no processo de habilitação, com mudanças que flexibilizaram a exigência de aulas teóricas e práticas em autoescolas. A medida busca acelerar a regularização de condutores que dirigem sem habilitação — contingente estimado em cerca de 20 milhões de brasileiros.
Com a atualização das normas, passou a ser permitida a atuação de instrutores autônomos, categoria criada após a alteração regulamentar do Conselho Nacional de Trânsito. Em janeiro, foram registrados 24.754 cursos práticos ministrados por esses profissionais.
Os cursos práticos apresentaram crescimento de 22%, passando de 328 mil para mais de 400 mil registros. Já os exames práticos tiveram aumento de 11%, com 323 mil provas aplicadas, frente a 291 mil no mesmo período do ano anterior.
O avanço também se refletiu na etapa teórica. O número de pessoas que concluíram os cursos teóricos quadruplicou, saltando de 196.707 para 824.494, alta de 319%. Os exames teóricos cresceram 32%, passando de 171.232 para 225.462 aplicações.
Segundo a Senatran, a expectativa é que o novo modelo reduza a informalidade, amplie o acesso à habilitação e adapte a formação de condutores à realidade do trânsito brasileiro, mantendo a exigência de avaliação técnica baseada nas infrações previstas na legislação.
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