EM BELÉM

COP30 tem início entre a esperança e a ausência de líderes

Evento é uma prévia da Conferência do Clima, tratando temas como clima e natureza, transição energética das economias, entre outros

Foto: Ricardo Stuckert / PR
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A Cúpula de Líderes Climáticos de Belém, a primeira realizada na região amazônica, começa nesta quinta-feira (6). O evento é uma espécie de prévia da Conferência do Clima e reúne 57 chefes de Estado e de governo, tratando temas como clima e natureza, transição energética das economias entre outras pautas ambientais.

O governo brasileiro confirmou a participação de 143 delegações, sendo 57 delas lideradas por chefes de Estado e de governo, além de 39 ministros e representantes de diversas organizações internacionais. A cidade ainda se mobiliza para receber mais de 50 mil visitantes, incluindo 15 mil representantes de movimentos sociais que participarão da programação paralela da Cúpula dos Povos.

A agenda da cúpula inclui uma sessão plenária de líderes e sessões temáticas dedicadas a Florestas e Oceanos, Transição Energética, Dez Anos do Acordo de Paris: NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) — compromissos para reduzir emissões e combater as mudanças climáticas — e Financiamento. O programa também prevê um almoço de boas-vindas para apresentar o TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre).

Por fim, o evento ocorre 20 anos após a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto e 10 anos após a adoção do Acordo de Paris.

Metas

As diretrizes desta edição da COP30 preveem uma redução de pelo menos 90% das emissões de gases de efeito estufa até 2040. Porém, introduzem maior flexibilidade, permitindo a compra de créditos de carbono de países fora do bloco para cobrir até 5% da meta.

O Brasil atualizou suas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) para 2024. Dessa forma, compromete-se a reduzir as emissões líquidas entre 59% e 67% até 2035, em comparação com os níveis de 2005.

Investimentos

Como início dos trabalhos, na quarta-feira (5), as Presidências da COP29 do Azerbaijão e da COP30 do Brasil anunciaram um plano estratégico. O objetivo das lideranças é mobilizar pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático para países em desenvolvimento até 2035.

Os presidentes Mukhtar Babayev e André Corrêa do Lago enfatizam que essa meta é alcançável. Mas ela exigirá esforços significativos tanto de fontes tradicionais quanto da criação de mecanismos financeiros novos e inovadores.

Em conjunto, esses esforços visam garantir que o financiamento climático alcance pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano. Assim, amplia-se o acesso para os países em desenvolvimento e se fortalecem os resultados em áreas como adaptação, perdas e danos, energia limpa, natureza, sistemas alimentares e transições justas.

Segurança reforçada

A Polícia Federal divulgou os dados parciais referentes à detecção e mitigação de drones não autorizados em áreas sensíveis relacionadas à COP30. As ações de defesa contam com a participação das Forças Armadas (Exército, Marinha e Força Aérea) e demais órgãos de segurança pública.

Desde o início das operações, o sistema de monitoramento identificou 316 ARPs não autorizados e mitigou 31 tentativas de sobrevoo irregular em áreas de interesse estratégico. Entre eles o Aeroporto Internacional de Belém, Parque da Cidade, Porto Outeiro e Porto Miramar, além dos locais de deslocamento do Presidente da República e da comitiva oficial.

Polêmicas

Mas a COP30 ocorre em meio a um complexo cenário geopolítico internacional, marcado pela ausência de figuras importantes, como Xi Jinping, presidente da China, e pelo negacionismo climático de Donald Trump, mandatário dos Estados Unidos. Ainda, diversos chefes de Estado e de governo europeus também estarão ausentes.

Além disso, persiste a controvérsia sobre os preços exorbitantes das acomodações das delegações. E, por fim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recentemente causou controvérsia ao alugar um iate de luxo em vez de um navio da Marinha.

Não obstante, Lula fará um apelo por ações climáticas urgentes, enfatizando o aspecto humano e relacionando-o à luta contra a fome e a pobreza. Nas últimas horas, o petista reiterou que esta será a “COP da verdade”, convocando, dessa forma, os países ricos a assumirem compromissos concretos para enfrentar o aquecimento global.

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