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Chuvas e calor impulsionam pastagens no RS e melhoram condição dos rebanhos, aponta Emater

Informativo conjuntural destaca rebrota vigorosa, redução de custos com ração em parte do Estado e atenção a parasitas e estresse térmico.

Crédito: Fernando Dias / Secretaria da Agricultura
Crédito: Fernando Dias / Secretaria da Agricultura
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As chuvas regulares das últimas semanas, a umidade do solo e as temperaturas elevadas favoreceram o desenvolvimento das pastagens em grande parte do Rio Grande do Sul. É o que indica o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar.

Conforme o boletim, o cenário aumentou a resposta das plantas às adubações de cobertura, com rebrota vigorosa e maior massa verde. Tanto o campo nativo quanto as pastagens implantadas seguem em desenvolvimento vegetativo, com melhora na oferta e na qualidade, o que reforça a alimentação dos rebanhos.

Pastagens com boa resposta

A Emater aponta que forrageiras de verão como milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão apresentaram bom crescimento em áreas do Estado, favorecidas pela umidade e pela radiação solar. Também há registro de oferta satisfatória de trevo e cornichão para pastejo direto e para uso em fenação ou colheita de sementes.

Em outras regiões citadas no informativo, a produção de massa verde e a qualidade das forrageiras anuais e perenes de verão também foram descritas como elevadas, com rápida rebrota após o pastejo e maior proporção de folhas. No campo nativo, houve destaque para o desenvolvimento de leguminosas nativas com bom valor proteico.

Bovinocultura de corte

De forma geral, os rebanhos bovinos mantêm bom escore corporal, refletindo a disponibilidade e a qualidade das pastagens nativas e cultivadas. O boletim indica ganho de peso e redução da pressão de pastejo em algumas propriedades, associada à comercialização de animais.

A Emater também cita aumento de ectoparasitas, como carrapatos e mosca-dos-chifres, o que exige controle sanitário constante. O manejo reprodutivo segue em andamento na maior parte das regiões, com uso de monta natural, inseminação artificial e repasse com touros.

Bovinocultura de leite

O informativo aponta que períodos de calor e umidade exigiram ajustes no manejo e atenção maior à higiene na ordenha para preservar a qualidade do leite. Em diversas regiões, foram adotadas estratégias para reduzir o estresse térmico, como mudança de horários de pastejo, uso de ventilação e aspersão e suplementação nas horas mais quentes do dia.

A oferta de forragem de boa qualidade ajudou a manter a produção em parte do Estado. No entanto, houve registros de redução em situações de estresse térmico mais intenso.

Ovinocultura

A Emater avalia que os rebanhos ovinos apresentam estado sanitário e escore corporal adequados, sustentados por pastagens em quantidade e qualidade. O boletim, porém, aponta que o calor e a umidade favoreceram problemas sanitários em parte das regiões, exigindo atenção a verminoses, doenças de casco e ectoparasitos.

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