EM NOVEMBRO

MP denuncia três por ataque a tiros em ginásio de Sentinela do Sul e acusa diretor por injúria racial

Caso ocorreu em novembro de 2025 e terminou com um jovem morto e um servidor municipal ferido, conforme o Ministério Público

Ministério Público. Foto: Divulgação
Ministério Público. Foto: Divulgação
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O MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) apresentou, na terça-feira (13), duas denúncias à Justiça. Os procedimentos estão relacionados a um ataque a tiros ocorrido em novembro de 2025 no ginásio municipal de Sentinela do Sul, na Costa Doce do RS.

Conforme o Ministério Público, as denúncias tratam do mesmo contexto: a investigação do atentado que deixou um jovem morto e feriu gravemente o diretor da Secretaria Municipal de Educação, Turismo, Desporto e Cultura. Além disso, o próprio diretor, que foi vítima dos disparos, também foi denunciado em outra ação por injúria racial.

Denúncia por homicídio e tentativa

De acordo com a denúncia, o ataque ocorreu na noite de 14 de novembro de 2025, durante um evento esportivo no Ginásio Municipal “Laranjão”. O Ministério Público afirma que três homens foram denunciados por homicídio consumado e tentativa de homicídio.

Conforme o promotor de Justiça Pedro Henrique Lacerda Paoliello, um dos denunciados teria executado os disparos, seguindo ordens do mandante e com apoio de um terceiro envolvido.

O Ministério Público sustenta que o alvo teria ligação com desavenças entre os investigados. E que os tiros resultaram na morte de um jovem e atingiram também o diretor municipal, que estava dentro do ginásio.

Denúncia por injúria racial contra o diretor ferido

Na segunda denúncia, o Ministério Público acusa o diretor municipal por injúria racial. Conforme a apuração, já durante o atendimento de emergência, ele teria ofendido um socorrista negro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência ao dizer: “Não tem um homem branco para me carregar?”.

O Ministério Público enquadrou a conduta na Lei 7.716/1989 e pediu, além da condenação, a perda do cargo público e uma reparação mínima de R$ 30 mil.

Conforme o promotor, o diretor municipal já teria sido investigado anteriormente por fato semelhante, quando ocupava o cargo de secretário municipal de Saúde, mas o inquérito foi arquivado.

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