
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta terça-feira (13) que os manifestantes continuem nas ruas do Irã e afirmou que “a ajuda está a caminho”, em meio à repressão do regime teocrático aos protestos iniciados no fim de 2025.
Em publicação em uma rede social, Trump declarou que cancelou reuniões com autoridades iranianas até que a repressão cesse e afirmou que os responsáveis pelo que chamou de assassinato de manifestantes pagarão um “preço alto”. O presidente norte-americano também anunciou tarifa adicional de 25% sobre produtos de países que mantiverem relações comerciais com Teerã.
Os protestos começaram no fim de 2025, impulsionados pela crise econômica e pela alta da inflação, e rapidamente passaram a incorporar críticas diretas ao sistema teocrático instaurado após a Revolução Islâmica de 1979. Desde então, manifestações se espalharam por diversas cidades do país.
Protestos podem ter causado 2 mil mortes
O número de mortos permanece incerto devido ao bloqueio de internet imposto pelas autoridades iranianas há vários dias. Veículos de oposição falam em milhares de vítimas, enquanto uma fonte do governo iraniano disse à agência Reuters que cerca de 2 mil pessoas morreram, incluindo manifestantes e integrantes das forças de segurança.
Imagens que circulam nas redes sociais, apesar das restrições de comunicação, mostram corpos em necrotérios na região de Teerã, enquanto familiares tentam identificar vítimas. Grupos de direitos humanos relatam ainda milhares de prisões desde o início da repressão.
A Organização das Nações Unidas condenou a violência. O alto comissário para Direitos Humanos, Volker Turk, disse estar “horrorizado” com a repressão e afirmou que rotular manifestantes como terroristas para justificar o uso da força é inaceitável. Ele cobrou o fim imediato das mortes e disse que as reivindicações da população devem ser ouvidas.
Líderes europeus também elevaram o tom. O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que regimes que se sustentam apenas pela violência enfrentam seus momentos finais. Segundo ele, o governo iraniano pode estar nos “últimos dias ou semanas”.
Em resposta à pressão internacional, o governo iraniano anunciou um novo plano econômico, sem detalhar medidas. As autoridades seguem atribuindo os protestos a interferência externa e acusam Estados Unidos e Israel de estimular a instabilidade no país.
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