O Tribunal do Júri em Porto Alegre condenou, nesta sexta-feira (28), duas pessoas a 26 anos e quatro dias e 16 anos, seis meses e sete dias de prisão, respectivamente, por tentativa de homicídio triplamente qualificado e roubo majorado. Os crimes ocorreram em 2019 após simulação de assalto no Bairro Passo d’Areia, Zona Norte da de Porto Alegre.
A acusação é do MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul), de autoria da promotora de Justiça Graziela Lorenzoni. A representante ministerial destacou em plenário que os crimes tiveram motivação patrimonial ligada a interesses na empresa de turismo da vítima, que sobreviveu ao ataque e esteve presente no julgamento.
O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe (promessa de recompensa), recurso que dificultou a defesa e ganância.
Durante a sessão, dois dos réus deixaram o plenário antes da leitura da sentença, evitando a prisão. Contudo, a Justiça expediu mandados de reclusão para execução das penas em regime fechado.
A decisão também determinou a expedição dos PECs (processos de execução criminais) provisórios. A medida está em conformidade com entendimento recente do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre cumprimento imediato da pena após decisão do júri. Um terceiro réu foi absolvido a pedido do MP-RS.