COP30 EM BELÉM

É hora de derrotar negacionistas, diz Lula na abertura da COP30

Em discurso na COP30, Lula destacou urgência de reduzir uso de combustíveis fósseis e fortalecer cooperação global.

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil
Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta segunda-feira (10), a ausência de líderes mundiais na COP30, em Belém (PA). Em seu discurso de abertura, ele defendeu ações concretas para enfrentar a crise climática. Lula destacou a necessidade de reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e propôs a criação de um Conselho do Clima vinculado à ONU.

O evento marca a primeira cúpula ecológica das Nações Unidas sediada na Floresta Amazônica. O presidente alertou que o avanço do aquecimento global pode empurrar “milhões de pessoas” para a fome e a pobreza. “A mudança do clima não é uma ameaça do futuro, é uma tragédia do presente”, afirmou.

Durante a fala, Lula citou fenômenos recentes, como o furacão Melissa, no Caribe, e o tornado no Paraná, que deixaram vítimas e destruição. Ele também fez críticas à disseminação de desinformação sobre o tema e defendeu “uma nova derrota aos negacionistas do clima”.

Crise ambiental é “uma crise de desigualdade”

Segundo o presidente, o Acordo de Paris de 2015 representa um avanço, mas ainda caminha “em velocidade insuficiente” para limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC. Ele defendeu a adoção de metas mais ambiciosas, com financiamento e transferência de tecnologia para países em desenvolvimento.

Lula também destacou que a crise ambiental é “uma crise de desigualdade”, com impacto mais severo sobre populações vulneráveis. “Uma transição justa precisa reduzir as assimetrias entre Norte e Sul globais e permitir que todos tenham direito a um futuro sustentável”, disse.

A Cúpula de Belém discutirá temas como transição energética, financiamento climático e adaptação de países vulneráveis. Os países em desenvolvimento cobram a mobilização de US$ 1,3 trilhão por ano para combater o aquecimento global — valor que ainda não se concretizou desde o compromisso firmado em 2009.

O Brasil também busca utilizar a conferência para impulsionar o TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre), iniciativa que prevê recompensar países que mantenham suas florestas preservadas. Outro tema central será o abandono gradual dos combustíveis fósseis, responsável por parte das emissões globais.

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