PASSE FÁCIL ESTUDANTIL

RS terá novo passe livre estudantil: entenda como vai funcionar

Projeto aprovado por unanimidade cria o Passe Fácil Estudantil, com repasses diretos e foco em regiões fora da Região Metropolitana.

Validador de passagem em um ônibus urbano. Crédito: Patrick Peil / Prefeitura de Pelotas (arquivo)
Validador de passagem em um ônibus urbano. Crédito: Patrick Peil / Prefeitura de Pelotas (arquivo)
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O governo do Rio Grande do Sul obteve, nesta terça-feira (30), a aprovação do projeto que reformula o atual Programa Passe Livre Estudantil. A proposta foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa, com 45 votos favoráveis.

A partir de 2026, o benefício passará a se chamar Passe Fácil Estudantil e trará mudanças estruturais. Dentre eles o repasse direto de recursos aos estudantes que residem fora da Região Metropolitana, medida que visa ampliar o alcance da política e reduzir a burocracia.

O programa anterior atendia, em média, 5,2 mil estudantes por ano. Com a reformulação, o governo estima que o Passe Fácil Estudantil beneficie cerca de 16 mil alunos anualmente.

Desde a criação do benefício, em 2014, mais de 200 mil estudantes foram atendidos, com um investimento total de R$ 151 milhões.

Regras e público prioritário

A nova legislação prevê a prioridade para cursos técnicos e áreas com escassez de mão de obra, especialmente em regiões do interior. O objetivo é facilitar o acesso à formação profissionalizante e inserção no mercado de trabalho.

Também foi incorporada ao projeto uma emenda apresentada pelo líder do governo, deputado Frederico Antunes (PP), que estende o benefício aos usuários do transporte hidroviário incluídos no SETM (Sistema Estadual de Transporte Metropolitano Coletivo de Passageiros).

Os critérios de participação e seleção serão definidos em regulamento próprio, a ser publicado após a sanção da lei.

Foco em desenvolvimento regional e capital humano

Conforme o vice-governador Gabriel Souza (MDB), a medida reforça a estratégia estadual de valorização da educação e da qualificação da população.

“Com o novo programa, vamos fortalecer a permanência dos estudantes no ensino superior, especialmente no interior. Também queremos incentivar formações em áreas estratégicas ligadas ao desenvolvimento econômico”, afirmou.

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Marcelo Caumo, também destacou os ganhos do modelo:

“A simplificação do acesso e a redução da burocracia vão melhorar as condições de qualificação da mão de obra e ampliar as chances de inserção profissional”, disse.

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