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Rio Grande do Sul - As vendas externas do agronegócio do RS apresentaram queda de 2,4% em 2024, uma redução no valor exportado de US$ 395,9 milhões. Os resultados e suas explicações estão no boletim Indicadores do Agronegócio do RS, elaborado pelo DEE/SPGG (Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão).
O documento mostra que as reduções nas vendas de cereais (total de US$ 1,12 bilhões; -23,9%), carnes (total de US$ 2,30 bilhões; -9,6%) e máquinas agrícolas (total de US$ 372,42 milhões; -32,5%) foram preponderantes para o resultado.
Além disso, houve uma leve redução nas vendas do complexo soja, principal setor da pauta de exportações do Estado (total de US$ 6,31 bilhões; -0,8%). Entre os destaques positivos, os segmentos de fumo e seus produtos (total de US$ 2,74 bilhões; +10,2%) e produtos florestais (total de US$ 1,354 bilhões; +9,1%) apresentaram avanço na comercialização.
Quarto trimestre
As vendas para o exterior do agronegócio do Rio Grande do Sul atingiram em 2024 um total de US$ 15,8 bilhões.
“Em termos nominais, sem considerar a inflação, o terceiro melhor resultado da série histórica iniciada em 1997”, disse o governo em comunicado.
Além disso, o último trimestre do ano apresentou o melhor resultado da série, com US$ 4,7 bilhões em vendas, alta de 13,8% em comparação com o quarto trimestre de 2023.
Considerando apenas os resultados do quarto trimestre, os seis principais segmentos da pauta de exportações do agronegócio do RS tiveram crescimento. Destacam-se
- O complexo soja (total de US$ 2,17 bilhões; +11,2%),
- Fumo e seus produtos (total de US$ 884,21 milhões; +25,2%)
- Produtos florestais (total de US$ 286,58 milhões; + 33,5%)
- Carnes (total de US$ 636,97 milhões; +10,1%)
- Cereais, farinhas e preparações (total de US$ 239,79 milhões; +11,2%)
- Couros e peleteria (US$ 94,52 milhões; +11,5%).
“Em relação à soja, houve uma concentração mais expressiva das vendas externas no último trimestre do ano, em comparação a 2023. Além do apetite chinês, a desvalorização do real e a elevação dos prêmios de exportação podem ter contribuído para o aumento das exportações da soja em grão nesse período”, analisa o pesquisador do DEE/SPGG, Sérgio Leusin Júnior, que elaborou o boletim.